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quarta-feira, outubro 03, 2012

O Ciclo do Azoto

No início da nossa aventura na aquariofilia, todos nós já sentimos várias dificuldades. Um dos casos que podem ser salientados é a morte da fauna introduzida num aquário recém-montado. Eis que começam a surgir as dúvidas, as complicações e até a falta de vontade para continuar.
Contudo, existe um factor que deve ser tido em conta, no início de qualquer montagem: o ciclo do Azoto. Neste artigo serão descritas as várias etapas do ciclo do Azoto, de uma forma sucinta e alguns aspectos aos quais deveremos ter muita atenção para que evitemos as mortes indesejadas da nossa fauna.
A matéria orgânica presente num aquário, proveniente dos excrementos da fauna, de folhas mortas e até dos restos de comida (todos compostos à base de Azoto), é decomposta numa molécula altamente tóxica para a maioria da fauna: a Amónia (NH3). Basicamente, pode definir-se o ciclo do Azoto como o processo biológico que converte a Amónia noutros, relativamente inofensivos, compostos de azoto. Esta conversão é feita através da acção de bactérias (que estão presentes tanto no substrato, como nas matérias filtrantes existentes nos filtros dos nossos aquários). Existem, fundamentalmente, dois grupos de bactérias. As que transformam a Amónia em Nitritos (NO2) e as que transformam os Nitritos em Nitratos (NO3).


Num aquário novo, com filtro novo onde não existe qualquer colónia destas bactérias, podem ser introduzidos 1 ou 2 peixes resistentes (não sensíveis à Amónia) para que se dê inicio ao processo do ciclo do Azoto. Nesta fase é bastante importante não dar excesso de comida aos peixes, uma vez que, mais comida significa mais Amónia!
Durante o processo do ciclo do Azoto, os níveis de Amónia vão subir e, à medida que as colónias de bactérias que formam os Nitritos se desenvolvam, estes valores tendem a descer. As bactérias que formam os Nitratos só começam a aparecer quando houver Nitritos presentes em quantidade suficiente, logo, os níveis de Nitritos vão aumentar à medida que a Amónia acumulada for convertida. Quando as bactérias que formam os nitratos tiverem as suas colónias estabelecidas, os níveis de Nitratos vão começar a subir. Eis em funcionamento o ciclo do Azoto!


Para serem monitorizados os valores descritos no gráfico, existem vários testes, especializados para aquariofilia, que podem e devem ser utilizados.

O ciclo do Azoto demora normalmente entre 2 a 6 semanas. A temperaturas mais baixas, abaixo de 21°C, este processo pode ser mais lento, uma vez que a temperatura é um dos factores essenciais para o desenvolvimento das bactérias.

Considerando que os níveis de Nitratos continuam a aumentar gradualmente e que esta substância pode ser prejudicial para os peixes em grandes concentrações, existem formas de a eliminarmos do nosso aquário.

Uma das formas de eliminarmos os Nitratos é através da adição de plantas. O metabolismo das plantas necessita de grandes quantidades de Azoto. As plantas conseguem sintetizar o Azoto presente nos Nitratos em açucares, o seu alimento. Assim, num aquário com plantas de crescimento rápido (maiores consumidoras) os níveis de Nitratos podem ser mantidos constantes, pois à medida que são produzidos pelas bactérias, são consumidos de seguida pelas plantas.

Outra forma de baixar os níveis de Nitratos (e de todos as outras substâncias tóxicas para a fauna, como é exemplo a Amónia) é através das trocas de água. Uma troca de água parcial, de cerca de 20-30% do volume de água do aquário, é uma ajuda preciosa para normalizar os valores destas substâncias. Caso seja difícil estabilizar as concentrações, o volume da troca de água poderá aumentar, ou então poderá aumentar-se regularidade com que esta é feita. Normalmente, é suficiente uma troca parcial de água por semana. Mas isto não é uma regra fixa, dependerá, obviamente, das características do aquário (volume, existência de plantas) e da fauna que lá colocamos.

Deixo apenas uma nota muito importante para quem se está a iniciar neste maravilhoso mundo: evitem comprar mais peixes antes que o ciclo do Azoto esteja completo. Mais peixes significa uma maior produção de Amónia e provavelmente causará mortes indesejadas.

Texto Por: Hugo Saldanha
http://aquariofiliaeaquapaisagismo.blogspot.pt/

segunda-feira, outubro 01, 2012

TPA – Troca Parcial de Água


A troca parcial de água, vulgarmente conhecida como TPA, é uma forma simples e prática de eliminarmos, ou baixarmos a concentração, das substâncias tóxicas que estão presentes no nosso aquário, nomeadamente a Amónia, os Nitratos, entre outras.

Este processo, como descrito no artigo anterior, consiste na troca de uma percentagem da água do aquário por água nova.

Salvo casos excepcionais, as TPAs não devem ser maiores que 30%. A sua frequência varia de aquário para aquário, consoante alguns factores: volume total do aquário (aquários mais pequenos precisam de TPAs mais frequentes, uma vez que as concentrações prejudiciais são facilmente atingidas); mortes (neste caso, sempre que existam, é aconselhável uma TPA); tratamentos (após tratamentos, deve fazer-se uma ou várias TPAs); níveis de Nitratos (assim que os nitratos atingem os valores de 50 mg/l, deve fazer-se uma TPA).

A primeira TPA deve ser feita somente quando o ciclo do Azoto estiver completo (pico de Nitratos).

Existem várias técnicas para se fazer a TPA, desde sistemas elaborados de gota a gota, até aos sistemas normais com mangueira e garrafão (o que eu utilizo). De seguida serão descritos alguns aspectos a ter em conta para se fazer uma TPA da forma mais simples.

Figura 1 – Material utilizado na TPA

1: Preparar a água nova: Geralmente, utiliza-se a água da torneira para colocar no aquário. Esta água é tratada com Cloro, uma substância tóxica para a fauna. Assim, deve deixar-se a água repousar cerca de 24 horas num recipiente aberto para que o Cloro evapore. Os recipientes utilizados devem ser exclusivos para este processo. Não devem ser utilizados baldes ou similares que sejam utilizados nas limpezas pois contém substâncias muito tóxicas.


Figura 2 – Colocação da mangueira para retirar água do aquário

2: Retirar água do aquário: Este processo pode ser feito de várias formas. A mais simples é utilizando uma mangueira de nível e um garrafão. Como, normalmente, os aquários estão colocados a alguma altura do solo, podemos aproveitar a força da gravidade para nos ajudar a retirar a água. Para isso basta mergulhar uma ponta da mangueira dentro de água e na outra ponta provocar um efeito de sucção (cuidado para não engolir água do aquário). Deve ter-se muito cuidado para não se sugar nenhum peixe!

3: Introdução da água nova: Embora não seja um processo complicado, devem ser tidos em conta alguns aspectos. A água nova deverá ter os parâmetros similares aos da água que está no aquário, tendo em atenção o pH (existem espécies muitos sensíveis às variações de pH que podem ser fatais) e à temperatura (os choques térmicos, principalmente no Inverno, também podem ser fatais). Para evitar stress nos habitantes do aquário, o processo de introdução da água nova deve ser lento e sem criar turbulência na água.

E pronto, o processo de TPA está concluído!

Texto Por: Hugo Saldanha


sexta-feira, setembro 28, 2012

PH

"PH"
      PH, significa "pondus hidrogenii" ou "peso de hidrogênio". A medida do pH de um aquário é o resultado da concentração de íons de hidrogênio e íons de hidróxido em solução na água. A concentração desses íons é medida em escala logarítmica de base decimal, e isso implica no fato do pH de uma determinada solução ser dez vezes mais alcalino ou básico do que outra solução com pH que meça um grau de pH acima ou abaixo da primeira. PH próximo a 0 (zero) é ácido(íons de hidrogênio estão em maioria), e próximos de 14 é alcalino ou básico(íons de hidróxido estão em maioria). O ph com valor 7 é a medida de pH neutro(significa que íons de hidrogênio e íons de hidróxido estão em equilíbrio), ou seja, há equilíbrio entre os íons  encontrados na solução medida.
   Quando há mais hidrogênio em forma iônica, o pH está mais "baixo" ou ácido. Se ocorre o inverso, encontramos pH alcalino, ou básico (alto). Esse fato deriva da medição ser determinada em função negativa à concentração de íons hidrogênio. Quanto maior for a quantidade desses íons encontrada, mais baixo será o pH medido. A água do mar é uma solução alcalina, variando muito pouco em pH de um recife de coral para outro. No curso de um dia, sua variação se deve principalmente às altas taxas de respiração e fotossíntese encontradas nas cercanias dos recifes de corais. Normalmente o pH nesses locais varia de 8.00 a 8.25. O ponto mais alto geralmente se dá no final do período de luz, quando há menor concentração de CO2 dissolvido na água.
   Quando o inverso ocorre, há maior disponibilidade de dióxido de carbono , fazendo com que o pH "caia". Quando o CO2 dissolve na água, forma-se ácido carbônico, que se dissocia em carbonatos e bicarbonatos. Essa é a base do sistema tamponador da água do mar; tais reações ocorrem sempre que as condições sejam possíveis. No momento em que há equilíbrio entre o CO2 do sistema e o da atmosfera, o pH volta naturalmente a seu nível normal de aproximadamente 8.20.
   Apesar de descrevermos o pH como foi feito acima, temos que saber que o mais comum de ocorrer é uma queda de pH no aquário marinho, causada por vários fatores.
Por exemplo:
   - Aglomeração de peixes ou invertebrados, que podem acidificar a água através de seus dejetos (fezes e urina);
   - Um animal morto, que através de sua decomposição, vai acidificar a água, além de aumentar a concentração de outros compostos químicos prejudiciais aos organismos do aquário;
   -Muito detrito, ou seja, uma falta de troca regular de água (no mínimo uma vez por mês) sendo que o ideal seria uma vez por semana realizar uma troca de 10% da água do aquário;
   -Má aeração, ou seja, uma oxigenação inferior àquela considerada como ideal.

Nota: lembre-se que no mar, os organismos nele existentes estão sempre sendo submetidos a uma grande agitação por parte das correntes marítimas, que fazem com que a água do mar capte uma ótima quantidade de oxigênio da atmosfera.
Além dos tópicos mencionados acima, podemos contar também com perdas de sais no aquário, como vazamentos, que fazem com que a reposição feita com água doce faça cair o pH da água do aquário marinho.

   O PH é neutro com um valor de 7, se for mais alto será alcalino e mais baixo, ácido. O valor mais adequado para o nosso aquário marinho será de 8.0 a 8.4, e tome cuidado com as variações bruscas de PH, pois isso pode ocasionar graves conseqüências aos peixes.
   Para medirmos o PH, utiliza-se produtos químicos ou eletrônicos, sendo estes vendidos nas lojas do ramo.
   Como já falado anteriormente, a escala de PH é logarítmica, representando cada avanço de 1,0 um aumento dez vezes maior de acidez ou alcalinidade. Sabendo isto, é fácil compreender por que razão, diferenças numericamente pequenas podem ter conseqüências tão significativas para os peixes. Assim, deve ser dada uma atenção muito especial aos valores do PH, sobretudo nos aquários marinhos. Veja abaixo uma tabela de PH.
Como medir o pH?

Os indicadores são materiais cuja cor depende do valor do pH do meio onde se encontram. Os indicadores azul de tornesol e a solução de fenolftaleína são alguns exemplos de indicadores que não medem o pH mas sim o carácter químico de uma solução. Mas caso se queira medir o pH existem aparelhos próprios, tais como o indicador universal e o aparelho medidor de pH.

À esquerda um aparelho para medir o pH, e à direita temos um indicador universal em solução, e em baixo um indicador universal de fita de papel.


Tabela de PH
 
9,0
100 vezes mais alcalino do que um PH de 7,0
8,5

8,0
 10 vezes mais alcalina do que um PH de 7,0
7,5

7,0
 Neutra
6,5

6,0
 10 vezes mais ácida do que um PH de 7,0
5,5

5,0
100 vezes mais ácida do que um PH de 7,0

quinta-feira, setembro 27, 2012

Tipos de Aquarios

De maneira geral, e segundo a concentração de sais minerais na água, os aquários se dividem em:
  • Aquários de água doce - simula um ambiente lacustre ou fluvial. (concentração de sais < 0,5%)
  • Aquários de água salgada - simula um ambiente marinho ou oceânico. (concentração de sais 0,5% - 18%)
  • Aquários de água salobra - simula os ambientes intermediários quanto à salinidade, por exemplo lagunas e estuários. (concentração de sais < 0,5% - 5%)

Mas, mais detalhadamente, a aquariofilia distingue vários tipos de aquários segundo a finalidade:
  • Aquário comunitário - onde vivem peixes e plantas de diversas espécies, independente de seu lugar de origem. Obviamente se agrupam tendo em conta que as características ambientais que precisam são as mesmas.
  • Aquário de espécie individual ou específico - são aquários destinados à criação de uma determinada espécie de peixe. Este aquário requer um ambiente muito específico, adequado ao peixe. Diferencia-se do aquário de criação onde não há fins de seleção por raça ou comerciais.
  • Aquário de biótopo - onde estão reunidos peixes e plantas que pertencem a um mesmo habitat, com o fim de recriar um determinado ambiente.
  • Aquário de reprodução - suas condições ambientais tratam de facilitar a reprodução de uma ou várias espécies de peixe.
  • Aquário de criação - destinado à criação de uma só espécie de peixe por motivos de seleção de raça ou com fins comerciais.
  • Aquário holandês - é um tipo especial de aquário, que tem sua origem na década de 1970. Caracteriza-se pelo cultivo de plantas aquáticas segundo conceitos estéticos ocidentais, procurando simetrias e geometrias de cores, formas e texturas, cobrindo quase todo o tanque, não tendo, frequentemente, presença de peixes, já que as plantas são o principal atrativo.
  • Aquário nature - trata-se também de um aquário plantado, seguindo a estética japonesa, relacionando-se com representações simbólicas de aspectos da natureza e procurando um equilíbrio orgânico entre os vários elementos. Este estilo foi fortemente impulsionado por Takashi Amano nos início dos anos 90.
Por último, atendendo à temperatura da água, podemos distinguir dois tipos de aquários:
  • No aquário de água fria a temperatura oscila entre 18 °C e 22 °C, aproximadamente. Durante os meses de inverno, uma resistência elétrica impede que a temperatura seja menor que 15 °C. É utilizado, sobretudo, para espécies de peixes exóticos resistentes.
  • Num aquário tropical a concentração de sais na água é indiferente, podendo esta ser tanto doce como salgada ou salobra. A água é aquecida por um sistema de termorregulação. A temperatura deve estar entre 23 °C e 28 °C, aproximadamente, graças ao uso de resistências elétricas e de um regulador, o termostato.
Fonte wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Aqu%C3%A1rio

Bem eu inicialmente comecei por um Aquários de água doce "Fria" onde tinha só uma especie de peixe.

Depois : Passei para um de agua "Quente" Comunitário.

segunda-feira, setembro 24, 2012

aquariofilia

Bem ultimamente ando numa de aquariofilia,um novo hobbie vou deixando aqui alguns textos que vou lendo e que acho importante

Assim como vou tentar fazer um "Diario do meu aquario"

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