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terça-feira, fevereiro 26, 2013

Pensamento

O fim do longo, inútil dia ensombra.
A mesma esperança que não deu se escombra,
Prolixa...A vida é um mendigo bêbado
Que estende a mão à sua própria sombra.

Dormimos o universo. A extensa massa
Da confusão das coisas nos enlaça,
Sonhos; e a ébria confluência humana
Vazia ecoa-se de raça em raça.

Ao gozo segue a dor, e o ozo a esta.
Ora o vinho bebemos porque é festa,
Ora o vinho bebemos porque é dor.
Mas de um e de outro vinho nada resta.

Fotobibliografia 1902/1935 Fernando Pessoa

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Frase do Dia

É sempre fácil obedecer, se se sonha comandar

segunda-feira, dezembro 07, 2009

a-z-de-copenhaga

Adaptação
Adaptar-se a um mundo mais quente será inevitável. Diferentes países, porém, têm diferentes capacidades para adoptar medidas nesse sentido. A adaptação, quem a deve pagar e como, é por isso um tema central em Copenhaga.

“Bunkers”
No jargão internacional chamam-se international bunker emissions as emissões dos aviões e dos navios – que contruibuem com quase dez por cento da parcela humana no aquecimento global, mas que ainda não estão regulamentadas internacionalmente. Embora o assunto esteja nas mãos das agências internacionais da aviação (ICAO) e marítima (IMO), Copenhaga poderá trazer novidades sobre o assunto.

Comparabilidade
Um acordo pós-Quioto poderá incluir tipos diferentes de compromissos quanto à limitação das emissões de CO2. É preciso, por isso, garantir que sejam todos comparáveis entre si. A “comparabilidade” é uma palavra-chave nas negociações, estando já prevista no Plano de Acção de Bali, aprovado há dois anos.
6 de Dezembro de 2009 21:40
Conta-Corrente disse...

Dióxido de carbono
É o gás que mais pesa na contribuição humana para o aquecimento global. Através, sobretudo, da queima de combustíveis fósseis, a concentração de CO2 na atmosfera subiu de 280 partes por milhão (ppm) na era pré-industrial, para cerca de 385 ppm agora. Para tentar conter o aumento da temperatura da Terra a dois graus Celsius, a concentração deveria estabilizar em 450 ppm, aí incluídos outros cinco gases com efeito de estufa.

Emissões
Chegar a um consenso sobre metas de redução ou de limitação das emissões de gases com efeito de estufa será um dos pontos mais problemáticos de um novo tratado climático. O IPCC diz que, para uma estabilização a 450 ppm, é preciso que, até 2020, os países desenvolvidos reduzam as suas emissões em 25 a 40 por cento. Ao mesmo tempo, os países desenvolvidos têm de limitar “substancialmente” o aumento da suas emissões – a menos 15 a 30 por cento do que é esperado.

Financiamento
O financiamento à adaptação e à mitigação das alterações climáticas é outros dos pontos-chave das negociações. A União Europeia estima que os países em desenvolvimento vão precisar de 100 mil milhões de euros anuais de financiamento a partir de 2020. De onde virá o dinheiro e como será gerido é algo que está sobre a mesa.
6 de Dezembro de 2009 21:41
Conta-Corrente disse...

G77
Esta é a sigla que designa o grupo dos países em desenvolvimento nas conferências climáticas da ONU. Embora estas nações se apresentem unidas, divergem entre si em vários pontos, conforme os seus interesses particulares. Genericamente, insistem em que os países desenvolvidos devem ser os primeiros a reduzirem as suas emissões, enquanto ao resto do mundo deve ser reconhecido o direito ao desenvolvimento, com consequente aumento de emissões.

História
A história do papel humano nas alterações climáticas coincide com a história do desenvolvimento dos países hoje industrializados. Por isso é que as negociações têm por base as “responsabilidades diferenciadas” dos países em relação ao problema. Há pelo menos uma proposta que sugere que eventuais metas de Copenhaga sejam baseadas numa repartição conforme as emissões históricas de cada país.

IPCC
É a sigla, em inglês, do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (Intergovernmental Panel on Climate Change) – criado em 1988 pela ONU e pela Organização Meteorológica Mundial. Publica periodicamente relatórios sobre o que se sabe acerca do aquecimento global, os quais são depois tomados como a base científica para as negociações. Os próprios governos estão envolvidos na redacção do “sumário para decisores políticos”, uma síntese consensual dos relatórios científicos. O último, de 2007, concluiu que há 90 por cento de probabilidade de haver uma contribuição humana no aquecimento global.
6 de Dezembro de 2009 21:42
Conta-Corrente disse...

Jornalistas
A conferência de Copenhaga atrairá uma multidão de jornalistas do todo o mundo e promete ser um dos eventos mais mediáticos da diplomacia ambiental. Na última conferência similar mais importante – a de Bali, em 2007 – foram acreditados cerca de dois mil membros de órgãos de comunicação social.

Legalmente vinculativo
É isto o que se espera das negociações: que cheguem a um acordo internacional legalmente vinculativo. Já poucos acreditam, no entanto, que este resultado seja alcançado agora em Copenhaga. Talvez se possa chegar a um resultado “politicamente vinculativo”, como um passo intermédio, e concluir o tratado propriamente dito numa conferência suplementar em meados de 2010.

Mitigação
A palavra mitigação refere-se a tudo o que pode ser feito para limitar o aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera. Envolve tanto a redução das emissões na indústria e nos automóveis, por exemplo, como mecanismos alternativos para retirar dióxido de carbono da atmosfera – como a gestão de florestas ou a captura e armazenamento de CO2 em depósitos subterrâneos.
6 de Dezembro de 2009 21:43
Conta-Corrente disse...

Negociações
Estão em curso desde a conferência climática de Bali (COP13), em 2007. Houve várias rondas negociais, a última das quais agora, em Barcelona (2 a 6 de Novembro de 2009). Paralelamente, os países que mais emitem CO2 têm discutido o assunto em outros fóruns, como o Major Economies Meeting (MEM), as reuniões do G8 e do G20, e em eventos especiais promovidos pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Em Copenhaga, as negociações começam em grupos de trabalho e são decididas em plenários, com muitas consultas informais pelo meio, para desbloquear os pontos mais quentes.

ONU
Tem centralizado todo o debate formal sobre a cooperação internacional no âmbito das alterações climáticas. Em 2007, temeu-se que surgisse uma via paralela, quando o então Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, criou o Major Economies Meeting (MEM), com os países que mais emitem CO2. Mas afinal, o MEM acabou por afinar pelo diapasão da própria agenda da ONU.

Portugal
Portugal teve um papel central no lançamento das actuais negociações, dado que estava na Presidência europeia durante a decisiva conferência de Bali. Embora tenha, agora, uma protagonismo mais marginal, integrando-se nas posições conjuntas da União Europeia, a experiência negocial desenvolvida em Bali pode ser útil em Copenhaga.
6 de Dezembro de 2009 21:44
Conta-Corrente disse...

Quioto
O Protocolo de Quioto foi assinado em 1997, mas só entrou em vigor em 2005, após oito anos de discussões sobre os seus detalhes de funcionamento. Fixou metas de redução de emissões de carbono para os países industrializados, entre 2008 e 2012, em relação a 1990. Os Estados Unidos, porém, nunca ratificaram o acordo, comprometendo a meta global de 5,2 por cento de redução. Tecnicamente, Quioto não precisa morrer para que nasça um novo acordo climático – e estão em curso negociações sobre metas para um novo período de cumprimento pós-2012. Mas o mais provável é que seja de facto substituído, com as suas bases essenciais eventualmente vertidas para um novo tratado.

REDD
É a sigla para a redução das emissões da desflorestação e degradação da floresta nos países em desenvolvimento – outro tema central em Copenhaga. O que se discute é como incentivar a manutenção da floresta e como valorizar este esforço – por exemplo, pela contabilização de créditos transaccionáveis de emissões de CO2.

Sustentabilidade
O conceito do desenvolvimento sustentável está inerente ao processo de discussão de um novo acordo climático. Já o estava antes: a palavra “sustentável” aparece cinco vezes no Protocolo de Quioto e também cinco vezes no Plano de Acção de Bali, aprovado em 2007.

Tecnologia
O combate às alterações climáticas depende em boa parte de novas tecnologias, sobretudo na área da energia. Muitas já existem, outras terão de ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas. O ponto mais crítico do debate é definir sob que moldes e a que custo será assegurada a transmissão dessas tecnologias para os países em desenvolvimento, onde elas mais são necessárias.

Urgência
A experiência passada deixa claro o porquê de tanta pressa para se chegar a um acordo em Copenhaga. Depois da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, adoptada em 1992, foram precisos cinco anos até se chegar ao Protocolo de Quioto, e depois mais oito para que este entrasse em vigor. Quioto termina em 2012, portanto só há três anos para pôr o seu eventual substituto a funcionar.

Visão partilhada
Na conferência de Bali, em 2007, ficou definido que as negociações para um novo acordo climático deveriam incorporar uma “visão partilhada” sobre a cooperação mundial, incluindo uma meta global para redução de emissões. Na prática, o horizonte de “longo prazo” será possivelmente 2050 e o número mais falado tem sido o de 50 por cento de redução do CO2 a nível global. Embora não haja, por ora, nada definido, um compromisso para este prazo dilatado poder ser mais fácil de obter do que para metas mais imediatas, até 2020.

Xerife
O holandês Yvo de Boer – o secretário executivo da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas – é uma espécie de “xerife” das negociações. Embora a conferência de Copenhaga seja presidida pelo Governo da Dinamarca, cabe ao secretário executivo coordenar todo o processo formal das discussões, ao mesmo tempo exercendo pressão para um resultado satisfatório.

ZZZ...
Se chegou a este ponto deste A a Z, pode ir dormir descansado: já sabe o essencial sobre a conferência de Copenhaga. R.G.


Fonte corta Corrente

Frase do Dia

O sucesso tem uma estranha capacidade de esconder o erro

sexta-feira, novembro 27, 2009

Reflexão do Dia


Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra, pegou num
frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. A
seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos estiveram de
acordo em dizer que 'sim'.
O professor tomou então uma caixa de fósforos e a vazou dentro do frasco de
maionese. Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe. O
professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles
voltaram a responder que 'Sim'.

Logo, o professor pegou uma caixa de areia e a vazou dentro do frasco.
Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou
novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um 'Sim'
retumbante.

O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco e
preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se nesta
ocasião. Quando os risos terminaram, o professor comentou:

'Quero que percebam que este frasco é a vida. As bolas de golfe são as coisas
importantes, a familia, os filhos, a saúde, a alegria, os amigos, as coisas que
vos apaixonam. São coisas que mesmo que perdessemos tudo o resto, a nossa vida
ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o
trabalho, a casa, o carro etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas. Se
primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem
para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastamos todo o nosso
tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que
realmente são importantes. Prestem atenção às coisas que realmente importam.
Estabeleçam as vossas prioridades, e o resto é apenas areia.'

Um dos estudantes levantou a mão e perguntou: Então e o que representa o café?
O professor sorriu e disse: 'Ainda bem que perguntas! Isso é para vos
mostrar que por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, há sempre lugar
para tomar um café com um amigo'.

quinta-feira, novembro 26, 2009

Pensamento do Dia

O erudito é como o corvo que alimenta os seus filhotes vomitando o que comeu. O pensador é como o bicho da seda, que não nos dá folhas de amoreira, mas seda

terça-feira, novembro 24, 2009

[filme] Jogos Mortais 6 (Saw 6, 2009)



jogosmortais6_imagem1“O primeiro deveria ser o único a existir”

Como fã, por tempos defendi a franquia Jogos Mortais – ao invés de só me focar nos erros do filme, preferi ver o lado positivo de todas as sequências, levando em conta o prazo que a produção tem para finalizar um filme inteiro e também, considerando o desempenho do gênero terror que está cada vez mais fraco.

Mas também confesso que a cada ano que passava, meu fanatismo pela série acabava – e apesar de sempre tentar parecer inteligente, as sequências nem eram mais tão surpreendentes, e o motivo que me levava a ver fora ‘completar o circulo’ que já havia começado, eram as cenas de violência.

Ano após ano mantive minha esperança na série, esperança de que os roteiristas responsáveis tomassem consciência do que estavam fazendo e, finalmente, alterassem o curso do Jogos Mortais voltando a fórmula que os fez chegar tão longe. O terror psicológico do primeiro filme. Hoje, nesta sexta sequência, vejo que a mente dos caras não muda, mesmo em meio a tantas críticas eles parecem se fechar e seguir o errado, o que acreditam estar dando certo – o terror caricato, sanguinário e surreal do segundo, terceiro, quarto e quinto filme.

O que quero dizer e que jogos mortais não mudou nada desde o segundo, as vítimas trancafiadas dentro de um porão sendo testadas pelo já falecido Jigsaw seguem uma série de jogos onde devem decidir quem deve viver e quem deve morrer, assim como fez Jeff no terceiro, como fez Rigg no quarto, como fizeram as cobaias no quinto – e assim como vai fazer William neste sexto.

É uma pena que a franquia esteja se esticando tanto, não era pra ser assim. É não so a série parece estar sendo afetada por isso, o astro principal Jigsaw que o diga. Os roteiristas estão segurando tanto seu personagem que o velhinho já está ate se contradizendo, e pior, está mostrando as falhas em sua tese – exemplo: quando Hoffman pergunta a uma sobrevivente que se mutilou se ela aprendeu a dar valor a vida apos o jogo – ela responde injuriada : ‘Como posso aprender com isso’ mostrando o braço amputado. Da mesma forma como Jigsaw também se contradiz quando faz a vida de um punhado de pessoas depender da escolha de um homem… Ué? a escolha não era pra ser individual? que escolha essas pessoas tem então se não depender unicamente da sorte?

E pra quem pensa que por causa da pouca arrecadação que jogos mortais 6 teve os produtores vão parar por ai, estão enganados. A queda tem explicação:

1 – O filme não foi devidamente divulgado.

2 – A censura é para maiores de idade.

3 – É difícil alguém que nunca acompanhou a saga por completo, pagar para assistir uma sexta sequência tendo em mente que todos os filmes da série são interligados e é necessário assistir um para entender outro.

4 – E, a produção gasta muito, mas muito pouco para fazer um filme, ja a arrecadação é muito maior, por mais baixa que seja.

Portanto já está ate confirmado, JM 7 vem ai, pegando a onda do 3D, JM 8 também, e quem sabe, ano que vem ou ate 2011, JM 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15…33 não sejam confirmados também… Mas pra mim já chega – vou continuar acompanhando todos – mas sem o mesmo fanatismo de antes.

PS1 : A violência está cada vez mais caricata, embora aqui sendo bem melhor realizada em relação ao quinto filme, as pessoas optam por escolhas difíceis sem pensar duas vezes, sendo que no primeiro filme, foi preciso trabalhar no consciente dos personagens e criar um clima de desespero para que eles se auto-mutilassem. Portanto o primeiro filme na minha opinião foi sem dúvidas o mais realista ate agora.

PS2 : Quero James Wan na direção e Leigh whannell no roteiro de volta (responsáveis pelo primeiro filme), Só assim vou voltar a acreditar na franquia de novo.

Ao invés da nota – observe o gráfico abaixo :

jogosmortais_series

Para conferir vídeos, álbum de fotos, curiosidades, informações e mais sobre o filme : www.xcine.com.br/filme_jogosmortais6.html


review POR : Eduardo Maurício


quinta-feira, novembro 12, 2009

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